Hoje eu caminho sozinho, sem destino e perdido
Com uma calma e serenidade que nunca tinha conhecido
Vou pensando, repensando em coisas que nem quero pensar... De todo
Só me quero elevar e caminhar
É como uma mística força que obriga-me a olhar para trás Perceber que o tempo passou e que fui sempre capaz
De lidar com situações ditas por mim "sem esperança"
Parece que venci sempre, sempre sem dar a mínima importância a mim mesmo
Como Ser e como sou
Sou a esperança que não morre e que o vento nunca levou
A paciência que não tens para o teu ser, e para o que sentes
E o medo de arriscar em algo sem precedentes
E como procedemos não poderia ter dado errado
Se o medo tanto atormenta não vivamos no passado
E como eu tenho passado? Bem! Como esta brisa, calminha
Sou um soldado - Sem mente, só corpo, que apenas caminha sempre em frente
Com o coração rente ao chão, tudo toco, mas nada sinto
É como olhar para ti e abraçar-te por instinto
Sem pensar duas vezes em todo o mal que me fazes
Eu podia escrever-te mais e não sinto necessidade
Fico atrás do meu escudo a pensar - Será agora?
Tomarás posse de mim ou ficará para outra hora?
Outro dia, outro mês, outro ano, outra vida
Um soldado sem saída que luta pela própria vida
A brisa passa... Traz-me bom ânimo para a volta
Mas, sinto-me em lama, uma substância que não se molda
Ou que nunca se mantém consistente como deveria
Assim resumo a minha vida até aqui. Quem diria!
Os meus amigos ainda os vejo mas nem sei quem és tu
Só sei que sempre dei-te tudo, partilhei todo o meu mundo
Fico atrás do meu escudo, a pensar - Será agora?
Tomarás posse de mim ou ficará para outra hora?