Como é curioso ir para o oeste
P'ra chegar finalmente ao Oriente
O cruce dos nosos dous camiños
Á sombra do lince reciclado
Lá à beira Tejo, já te espero
Oriente, o fim de tantas viagens nossas
Estamos cercadas e ainda assim sozinhas
A nosa viaxe está rematando?
Non quero saír de aqui sen ti comigo
Desorientação no Oriente
No Parque das nações sem pátria
O sol sempre se pon polo oeste
O noso sol púxose en Orientе
Segurando lágrimas, vou para o leste
Boas-vindas alеntejanas à saida da cidade
Não há multidão para se perder
Me perguntam de ti, não posso responder
Imaginando que ouço tua voz
Nas ruas laterais de Estremoz
Tudo é amarelo e branco, calor e luz
Levei o mar comigo e com ele os blues
Volverán cruzarse os nosos camiños?
Por ti esperarei polo Texo