[ANTONY]
Eu já vi o mundo e as maravilhas
Da Espanha até
As montanhas do Tibet
Mas nem mesmo em Londres
Eu vi tal maravilha
Moça
Olha-me, olha pra mim
E ouça-me, moça
Deixe-me, deixe-me contemplar
Moça
Onde está, onde está você
O que o olhar vê
Minha voz, minha voz
Ouça aí
Quem viu o mundo e suas maravilhas
Quando bem aqui está, de todas, a maior
Moça
Olhe só, olhe só a sua pálida face
Olhe só quanta tristeza aí
Tente
Não voltar para a escuridão atrás da janela
Olhe aqui, olhe aqui para mim
[JOHANNA]
Canta o canário, andorinha, o pardal
E canta o rouxinol
[ANTHONY]
Para mim!
[JOHANNA]
Eu quero voar
Se eu não posso ir
[ANTHONY] (JOHANNA)
Para mim (Vou cantar)
[MENDIGA]
Pão, pão, para uma pobre mendiga
Mil perdõеs, é o senhor, sim, é sim
Grata, grata
[ANTHONY, falando]
Um momento, tia, por acaso a senhora sabе de quem é aquela casa?
[MENDIGA, falando]
É a casa do juiz Turpin, é sim
[ANTHONY, falando]
E a moça que mora nela?
[MENDIGA, falando]
Oh, ela? É Johanna, ele é tutor dela. Mas não atravesse aquela porta moço, pelo menos se o senhor gosta da sua pele. Se entrar lá, eles vão te dar uma surra! Em você e em qualquer outro moço que tenha sujeira na cabeça
(cantando)
Pão, pão, para uma pobre mendiga...
(...)
[ANTHONY]