[Letra de "Lusitana"]
[Verso 1]
Doce e salgada, ó minha amada
Ó minha ideia
Faz-me grego e romano, tu gingas à africano
Como a sereia
Ó bailarina, ó columbina
És a nossa predilecta
De prosadores e poetas
Dos visionários quem te vê ama de vez
Nómadas e sedentários
Ó pátria lusa, ó minha musa
O teu génio é português
Doce e salgada, ó minha amada
Das epopeias
Tu és toda em latim e a mais mulata sim
Das europeias
Ó bailarina, ó columbina
Do profano matrimónio "nas andanças do demónio"
Bela e roliça dança a chula requebrada
A minha canção é mestiça
Ó pátria lusa, ó minha musa
O teu génio é português
[Pré-Refrão]
Teu génio meigo e profundo
É deste tamanho do mundo
Sentimental como eu
Dois corações pagãos
São de Apolo e de Orfeu
Guarda-nos bem fraternais
No teu chão, no teu colo
De sonhos universais
[Refrão]
És o nosso almirante
Terna mãe de crioulos
Cuida da nossa alma errante
Nós só queremos teu consolo
És o nosso almirante
Terna mãe de crioulos
Cuida da nossa alma errante
Nós só queremos teu consolo
[Verso 2]
Doce e salgada, ó minha amada
Da companhia
És um caso bicudo, tu és o-mais-que-tudo
Da confraria
Ó bailarina, ó columbina
Tu és a nossa doidice, meiga "amante de meiguices"
Eu te proclamo, eu te proclamo
Quem te vê ama de vez e a verdade é que eu te amo
Ó pátria lusa, ó minha musa
O teu génio é português
[Pré-Refrão]
Teu génio meigo e profundo
É deste tamanho do mundo
Sentimental como eu
Dois corações pagãos
São de Apolo e de Orfeu
Guarda-nos bem fraternais
No teu chão, no teu colo
De sonhos universais
[Refrão]
És o nosso almirante
Terna mãe de crioulos
Cuida da nossa alma errante
Nós só queremos teu consolo
És o nosso almirante
Terna mãe de crioulos
Cuida da nossa alma errante
Nós só queremos teu consolo
[Outro]
O teu génio é português
O teu génio é português