[Letra de "Este Silêncio Que Me Corta"]
[Verso 1]
Não tenho nem vergonhas nem pudores
Da lágrima sincera que me embarga
É sal de que alimento os meus amores
E rio que afoga a pena mais amarga
Num mar que é de revolta e de calmia
Navega assim a vida em todos nós
Por que fugir à dor e à nostalgia?
São ondas descobrindo a nossa voz
[Refrão]
Não quero este silêncio que me corta
Que enfrento de sentidos acordados
Não quero a indiferença, a alma morta
Às quais assim andamos condenados
[Verso 2]
Não quero ser o drama insatisfeito
De quem não esteve ali p'ra não sofrer
Morrer por algo, ainda que imperfeito
É tudo quanto basta ao meu viver
Não tenho ainda o medo de acordar
Mas sinto já a pressa dos mortais
Que sonham ser eternos ao amar
E temem não ter tempo de dar mais
[Refrão]
Não quero este silêncio que me corta
Que enfrento de sentidos acordados
Não quero a indiferença, a alma morta
Às quais assim andamos condenados
[Outro]
Não quero a indiferença, a alma morta
Às quais assim andamos condenados
Não quero este silêncio que me corta
Que enfrento de sentidos acordados