Lá no meu bairro;
Me chamam de garanhão;
Só porque eu me amarro, num rabo de saia;
Eu sou chegado porque;
Sei que o trem é bão;
Dou garantia meu negócio, nunca faia
Quando eu saio do trabalho e chego em casa;
Tem uma fila de mulher me esperando;
Eu pego todas ponho debaixo da asa;
Pra dentro e uma a uma vou pegando;
E a mulher da vendinha eu já peguei;
Ela não quis entrar na minha, mas eu peguei;
E a magrela do açougue eu vou pegar;
É osso duro de roer, mas eu chego lá;
E a mulher do restaurante eu já peguei;
E a muié do ferragista eu já ferrei;
A dona da churrascaria vou espetar;
No calor do meu abraço ela vai ter que assar;
E a mulher do Ricardão eu já peguei;
Ela não achou muito bom, mais eu peguei;
E a loira do caminhão viajou na minha;
Comecei lá na buléia acabei na carroceria;
E aquela japonesa;
A dona da sorveteria;
A muié da pamonharia, espiga nela;
A morena da oficina, foi parafuso na ruela.